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terça-feira, 21 de novembro de 2006

Moamba

Alguém no encalço
descalço
fundo falso
levou saco sem fundo
no bolso inteiro
fomos
fumo
asfalto
num consolo de vidro
cigarro de sarro
do maço partido
que soma fumaça
de moços de moçambique
descompasso
de palpite
entre o samba da massa que somos
sombra da sobra que em suma,
sumiu

29/06/2006
20:45h
Mamana da Moamba
Regressando a palhota com agua do rio Incomati

Um comentário:

  1. esse poema é muito belooooooo!
    parabensssss!
    naum...
    tá lindo!

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