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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

poema limite

a experiência limite
existe?
ela
Ele elE
entre dois graus de liberdade
infinitos caminhos repousados nas cores
distraídas da chuva
marcos laterais até a próxima curva do medo
fantes monolíngues em silêncios dobrados
pelas páginas-sol dadas aos olhos desabotoados
trombando em raias abscissas
eles peregrinam soldados dos tempos desavisados
equilibrando-se nas parametrizações
passos entre lâminas
que podem se abraçar no quase
paralela ela ela no triz pontiagudo costurado
pela intuição mergulhada no cálice com tornado
ao poema que atravessa o meio do meu espaço
aproximadamente impuro mácula sobre vozes
solicitando o instante que tilinta nos incisivos
que tremeluzem exasperações e aleluias
apontadas pelas flechas em cruz dos
desentendimentos símiles melodiosos
pingando os alcances que bordam
as fronteiras do lirismo que não acaba
ponte eterna que cochila sob o verso
ela ela a m a r e l a

6 comentários:

  1. Prezada Beatriz, encontrei tua palavra em poesia na revista Brasileiros nº 41
    gostei da tua semântica e resolvi procurar você e encontrei aqui,
    muito me deixou feliz tua palavra
    abraços
    em alegria sincera

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  2. que gentileza!!!
    agradeço a leitura e o carinhoso comentário.
    seja sempre bem-vindo, Ediney! ;)

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  3. Meu primeiro modelo de elogio foi o de comparar seu poema com algumas sensações que Neruda me desperta, mas isso resumiria, e eu quero um elogio muito expandido.
    Portanto, o melhor modelo de elogio que eu posso oferecer como poeta, é ler mais umas 999 vezes, pra gostar mais ainda e me aprofundar e atingir o ponto de perder todas as palavras.

    Muito bom! Deveria tê-la lido antes.

    Ahh! O seu controle da língua, o uso das palvras, a exploração dos significados e a ousadia nas enovações... muito bom... muito ótimo!


    Parabéns pelo talento!

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  4. Escreve belamente;
    como um lenço branco que flutua
    e suave toca a lama.

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  5. comoventes comentários...agradeço absolutamente a leitura!!
    recebam um carinho delicado em letras sinceras

    beijobeijo

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  6. As cores mergulham e atravessam.
    Belos poemas.
    Mas o único BB aqui sou eu. rsrs

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