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quarta-feira, 6 de junho de 2007

Libido

Chuva de estrelas
Miguel Afonso
23ago2006



estrelas nulas
quase luas
sempre nuas
e sós
meu querido
escuridões
em vértices doloridos
e pontiagudos
sobre os secos
retalhos dos meus
lados que te esperam
adormecidos
ainda quebrados
nunca querendo
tanto teus braços
atrelados às minhas
pernas ridículas
e cínicas em forjar
a distância
suplicando que
chegasse na velocidade
da luz com a nossa
sina de melhor cena
ensandecida
viagem ao redor
de lençóis já antigos
já rotos no estro
de um poema
e sua libido.



02:26h
28/05/2007

9 comentários:

  1. Leve e orgânico.
    Muito bonito.

    Um abraço.

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  2. Bia.
    teu jogo com as palavras é tão sutil... cabe tão bem na minha alma que, enquanto leio, minha boca vai se abrindo... caindo... o queixo pesando.

    isso tudo pra que minha alma coma o que meus olhos lêem.
    Adorei, querida.

    Isso aqui é fantástico!

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  3. Voe passáro, voe..
    Brilhe estrela, brilhe..
    Aqueça sol, aqueça...
    Escreva Bia, escreva..
    Para que minha alma
    continue a sorrir.

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  4. De tirar o fôlego...
    Beijocas!

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  5. Rastros de restos de estrelas libidinosas por aqui, entre as linhas escorre o líquido cristal de um desejo incandescente...
    Um brinde à paixão, querida! Tim-tim, beijo, beijo tinto.

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  6. a gente tende a esquecer que está lendo e fica imaginando, fantasiando e desejando a cena.
    muito bom poema!
    abraço! ;)

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  7. poema erótico, .... magnifico

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  8. Anônimo5:06 AM

    acho que já estive sob leçóis parecidos
    nesta mesma nudez assim também insandecido
    sob o foco e fogo desta libido

    certa vez ou nunca talvez quem sabe?
    se sabe alguém que então revele
    esta nudez sob a pele


    abraço, irmã!

    ass: rodrigo mebs

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