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sexta-feira, 14 de março de 2008

cálice dionisíaco

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I.
ilha...
assim que me sinto enquanto te espero
amplexos ao nada
miado prata
elipse

II.
clavícula
da gene-a-lógica
o feminal que se entra
abre-se desponta
e sangra

III.
fornada
da antena o corte
o clarão que se parte
una-se mente
e lambe
P

IV.
sêmen
semeio...
surpresa-ocre
vem sua acre, sinal
ida
transbordando
20/01/2008

14 comentários:

  1. "e quando te olho... retenho-me..."
    é preciso um suspiro.

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  2. Acordei agora; ainda sonolento te leio e acordo inteiro. Se tudo isso que vivemos for uma experiência, creia, você deu certo...

    Bjs (e amplexos...)

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  3. Anônimo12:16 PM

    Mina... fiquei sem tempo de respirar...
    Muito bom!!!
    (Um dia eu chego lá...)
    =D

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  4. Anônimo12:50 PM

    Mina... mais um comentário, não vou resistir: vc me dá esperança a continuar escrevendo... lendo sua poesia tenho todos as pistas para uma "vida lírica"... que é o que tanto almejo...
    Vc está acima de Sylvia Plath e Ana C.
    Abração!!!
    =]

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  5. batom
    sua marca bebo
    seu gosto vermelho
    nossa cor
    dentro e fora

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  6. Mais um poema intenso e lindo... Um beijo

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  7. Opa, esse eu já li lá! E gostei!

    :)

    beiJardins

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  8. Beatriz :

    Além do sensual poema, desnudando uma produção interessante na área, chamou-me a atenção o viés concretista do mesmo, num aproveitamento inteligente do espaço/tela.
    Parabéns!

    Ricardo Mainieri

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  9. a brincadeira virou coisa séria...heheh
    mas eu sabia do tanto de verdade.

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  10. lindo poema, Beatriz. Comovente este falar de si sem egoismo, ferindo-se de humanidades.
    Tou de volta aos seus poemas depois de longa ausência.
    Me considero bem vindo.
    Paz e bom humor, sempre.

    Walmir

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  11. o transbordar de prazer!

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  12. as vezes vc me lembra uma sylvia plath outras uma luois labé, e isto me intriga, por que é bom, e provocante.

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  13. lindo!

    ps. fazia tempo que não lia "amplexos"

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  14. Hummm... o que que é isso menina?
    Gostei de ver (e ouvir)!

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